Estudo feito pela Marcopolo mostra que renovação de ar em ônibus é maior que em mercados e aeroportos

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A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo divulgou nesta segunda-feira, 18 de maio de 2020, resultados de um estudo recente sobre saúde e segurança no transporte coletivo. Segundo a pesquisa, a renovação de ar no interior dos ônibus da marca é maior que em ambientes como mercados e aeroportos.

O estudo foi feito em parceria com a Universidade de Caxias do Sul. De acordo com a Marcopolo, todos os ônibus produzidos pela empresa obtiveram desempenho acima dos padrões exigidos pelas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e também estão alinhados com as orientações e recomendações para renovação de ar e sistemas de ar-condicionado da OMS (Organização Mundial da Saúde) e Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento e Ar-condicionado (ASHRAE).

Assim, neste estudo constatou-se que as carrocerias de ônibus Marcopolo, proporcionam uma renovação de ar até 63% maior do que a vazão exigida em estabelecimentos como supermercados (independente do porte), agências bancárias e saguão de aeroportos.

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“Conforme testes realizados pela encarroçadora, foi possível comparar, em termos de renovação de ar por pessoa, os valores de um ônibus em relação a uma série de outros ambientes, cujas recomendações para renovação de ar são descritas através da norma ABNT NBR 16401”, informou a Marcopolo.

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“Os ônibus da marca são equipados com dispositivos para renovador de ar abrangendo sistemas naturais como tomadas de ar até sistemas forçados como ar-condicionado, onde são capazes de proporcionar a renovação de ar por passageiro variando de 5,6 l/s*pessoa até 23,7 l/s*pessoa”, detalhou também.

Os dados obtidos pelo estudo abrangem todas as marcas/modelos de carrocerias da Marcopolo e os valores foram obtidos considerando as condições de capacidade máxima (lotação), e variando a condição do veículo estático e dinâmico e, também, as velocidades, segundo a empresa.

PREVENÇÃO CONTRA COVID-19

Segundo Luciano Resner, diretor de Engenharia da Marcopolo, a realização do estudo teve como objetivo dar segurança e tranquilidade, tanto para os clientes e usuários do transporte coletivo quanto para operadores, e demonstrar que, quando utilizados de maneira correta, os sistemas de renovação de ar dos ônibus proporcionam o fluxo e renovação de ar necessários para colaborar com a não disseminação de Covid-19.

“No momento delicado no qual nos encontramos, existe apreensão quanto a possibilidade de contaminação através de vias aéreas causadas por agentes patológicos, como vírus e bactérias, principalmente em ambientes fechados. Os estudos demonstram que a capacidade de renovação de ar dos dispositivos de ar-condicionado em ônibus, aliada a medidas de segurança como o distanciamento necessário, uso de máscaras e a correta higienização dos veículos e dos sistemas de climatização, é uma importante aliada na prevenção de doenças virais, como é o caso da Covid-19”, explica o executivo acrescentando que a combinação desses fatores torna o ônibus tão seguro quanto outros ambientes públicos.

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De acordo com Rodrigo Pikussa, diretor do Negócio Ônibus da Marcopolo, neste momento, tanto nas cidades e regiões que estão retomando as atividades quanto nas que estão intensificando o isolamento, a necessidade e importância do transporte coletivo público passa a ser ainda maior para a não contaminação e proliferação da pandemia.

“O ônibus é um exemplo de ambiente onde a renovação é aplicada para melhorar a qualidade do ar interno, ajudando a reduzir a possibilidade de disseminação do agente patológico. O estudo da Marcopolo também permite apresentar recomendações para melhorar a qualidade do ar interno, bem como os equipamentos responsáveis pela renovação de ar na carroceria de um ônibus”, enfatiza.

NORMA

A norma ABNT 15570 para a renovação de ar para ônibus exige que os mesmos possuam uma taxa de renovação de pelo menos 20 vezes o volume interno útil do veículo (desconsiderando poltronas e demais componentes internos).

“Conforme explica o professor Dr. Alexandre Vieceli, coordenador do curso de Engenharia Mecânica da UCS, foram realizadas medições experimentais das vazões dos dispositivos de renovação presentes nas carrocerias de ônibus Marcopolo para quantificar o volume médio de ar externo admitido em cada tipo de carroceria. A equipe técnica concluiu que os modelos da marca apresentaram vazões equivalentes ou superiores aos ambientes especificados em norma.”

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HIGIENIZAÇÃO

Também no combate ao novo coronavírus, no final de abril, a Marcopolo Next, divisão da Marcopolo focada em inovação, apresentou o FIP Onboard, o primeiro produto de biossegurança para tornar o transporte coletivo mais seguro a contaminações virais.

Desenvolvido em parceria com a Aurratech, utiliza produtos de alto poder bacteriostático, e pode ser aplicado rapidamente no salão de passageiros, cabine do motorista e até mesmo no bagageiro, com ação desinfetante por até 72 horas.

 

Site Diário do Transporte
Jessica Marques